A nova onda dos vinhos Blog Wine Lovers O vinho que encanta

Portugal – Trás os Montes – Quinta do Arcossó Superior Bago a Bago apresenta 60% touriga nacional e 40% touriga franca. Maceração pelicular antes do esmagamento dos bagos durante 6 dias a uma temperatura menor ou igual a 10o C por cada barrica. Após é efetuado pisa a pé e em seguida ocorre a fermentação alcoólica durante 15 dias com macerações suaves. Por último, mas não menos importante está o respeito ao legado familiar da vinícola. Como cada geração foi aperfeiçoando sua forma de cultivo, de manejo da terra, de seleção das uvas, de vinificação, de envelhecimento e armazenamento.

Esse fenômeno é devido ao impulso da globalização e o interesse em experiências gastronômicas diversificadas. Estas ferramentas permitem uma abordagem mais eficiente, sustentável e personalizada ao cultivo das uvas. Assim, é possível alinhar-se às exigências de mercado e às regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas. Espanha – Valência – Laudum Chardonnay Orgânico contém 100% chardonnay. Em seguida ocorre a fermentação em temperatura controlada por 5 a 7 dias em tanques de aço inox, seguida de fermentação malolática. Medalha de Ouro – Gilbert & Gaillard / Medalha de Ouro – Berliner Wine Trophy.

Buscam entender o que o terroir tem a oferecer, e não apenas o que o mercado “espera” que ele produza. São profissionais formados em universidades brasileiras e estrangeiras, que estudam o clima local, experimentam variedades adaptadas ao território e investem em métodos sustentáveis. Eles desafiam venda de vinhos o antigo paradigma de que o Brasil não tem vocação para o vinho de qualidade.

Por que vinhos artesanais estão conquistando novos apreciadores

Em 2020, durante o isolamento social, o consumo de vinho entre os brasileiros aumentou quase 20% segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Mais presente nos lares, a produção nacional também teve alta, que foi de 32,4%, quase 10% a mais do que os importados. Todos os estrangeiros consultados — da Argentina, Chile e Portugal — também ressaltaram a paixão do brasileiro pelo enoturismo e sua importância para a indústria do vinho. “Queremos oferecer uma experiência integral que seduza o consumidor, inovando em produtos e em ocasiões de consumo, e comunicar os atributos de sustentabilidade que se conectem com os valores dos consumidores”, reforça Magdalena Pesce.

CONTATO

A desculpa é que o vinho fica melhor se passar pelo laboratório e diversos testes, para a clarificação, a fermentação com leveduras artificiais, etc. A maior parte das vinícolas brasileiras são pequenas e familiares, conta Roloff. O mercado tem espaço para investimento, mas ainda assim, os novos empreendedores acabam tendo alguma relação com as organizações que já existem. Todos concordam que o nicho cresce, mas lentamente e sobre uma base muito pequena. “O consumidor brasileiro está cada vez mais consciente da importância da sustentabilidade e na Argentina contamos com vinícolas pioneiras nessas práticas”, observa Magdalena Pesce. No caso dos vinhos do Brasil, os espumantes podem surfar na onda do crescimento mundial da categoria.

O consumidor moderno de vinhos está mais disposto a explorar novas complexidades e desafiar as regras tradicionais de harmonização. Para 2025, prevê-se uma das tendências como “harmonização por contraste” ganhem força, explorando combinações ousadas com vinhos que contrastam sabores e texturas. Os consumidores estão buscando experiências cada vez mais personalizadas. Plataformas digitais e aplicativos de dedicação ao vinho permitem que os consumidores se identifiquem e comprem vinhos que se alinhem às suas preferências. Elas baseiam-se em algoritmos que analisam histórico de compras, avaliações e perfis até sensoriais. EUA – Califórnia – Bogle Phantom possui 52% Petite Sirah e 48% Zinfandel.

Hoje, muitas vinícolas entenderam que não basta ter um bom vinho; é preciso oferecer uma história para acompanhar a taça. Se antes o vinho era apenas algo que se comprava no supermercado, hoje ele se tornou uma experiência. E é justamente aí que o enoturismo se consolida como uma das grandes forças do novo vinho brasileiro.

  • Se em outras partes do mundo as mudanças nos hábitos de consumo e as restrições econômicas freiam o interesse por bebidas alcoólicas, no Brasil, o vinho é abraçado como uma experiência sensorial e cultural em constante evolução.
  • No entanto, muitos produtores estão adaptando suas práticas para mitigar esses efeitos, usando irrigação inteligente e variedades resistentes ao calor.
  • A produção de um vinho natural é mais minuciosa e artesanal em relação aos demais vinhos, o que implica diretamente no preço do produto, que sofre um aumento de, pelo menos, 40%.
  • O processo de produção da tequila também desempenha um papel em sua crescente popularidade.
  • Os pioneiros da viticultura também enfrentam as mudanças climáticas, que têm impactado as videiras com temperaturas mais altas e fenômenos antecipados.

Graças a essas iniciativas, e obviamente à qualidade de seus vinhos, Hormazabal vem conquistando boas pontuações com as bebidas que produz. O enólogo foi um dos trinta produtores que participaram da primeira edição da feira VinAu, realizada em São Paulo na última semana. Centrado em pequenas vinícolas e rótulos artesanais chilenos, o evento marca o lançamento da nova edição do Guía Vinau, criado pelo reputado sommelier Francisco Zúñiga e que destaca apenas vinhos autorais.

Os vinhos naturais estão ganhando espaço no mercado e conquistando apreciadores por sua abordagem mais sustentável e autêntica. Essa categoria, que prioriza a pureza e a menor intervenção química, é uma tendência crescente no mundo do vinho. Vamos explorar as particularidades dessa tendência que transforma a forma como percebemos e consumimos vinho. Portugal não é apenas um país; é uma experiência encapsulada em cada taça de vinho. Seja através de seus vinhos históricos ou de sua inovação contemporânea, o país está provando que há sempre espaço para reinvenção. Talvez seja hora de explorar os sabores autênticos e apaixonantes que só Portugal pode oferecer.

Ao evitar o uso de produtos químicos sintéticos e adotar técnicas de compostagem, por exemplo, a prática fortalece a resistência natural das plantas. A produção de um vinho natural é mais minuciosa e artesanal em relação aos demais vinhos, o que implica diretamente no preço do produto, que sofre um aumento de, pelo menos, 40%. As diferenças no processo de fabricação envolvem aromas e sabores diferentes dos vinhos convencionais.

O futuro dos rótulos premium: microvinificação e lotes experimentais em alta

Aos estrangeiros foi perguntado, em sua visão de fora, quais são os diferenciais do consumidor brasileiro de vinhos. Foi unanimemente mencionado o notável interesse, conhecimento e vontade de aprender do brasileiro. “Precisamos oferecer ocasiões de consumo novas, mais informais e que nos ajudem a ganhar mercados de novos consumidores e consumidores mais jovens”, argumenta Adilson Júnior. “O mercado de vinhos premium e superpremium no Brasil deve registrar crescimento de 7% no fechamento de 2024”, indica Carlos Abar.

VINHOS NATURAIS E CULTIVO SUSTENTÁVEL

No paladar, há o equilíbrio entre o frescor e o dulçor, o que transfere complexidade e ajuda a bebida ser ideal para harmonizar com sobremesas ácidas. Inclusive, este foi o rótulo que encerrou o jantar promovido pela vinícola juntamente com a cristaleria Mozart, em São Paulo, no início de outubro. Ainda nas borbulhas, encontrei mais uma inovação que fez muitas pessoas pararem de “fazer cara feia” ao beber sidra.

Se em outras partes do mundo as mudanças nos hábitos de consumo e as restrições econômicas freiam o interesse por bebidas alcoólicas, no Brasil, o vinho é abraçado como uma experiência sensorial e cultural em constante evolução. “Enquanto o mundo lida com um cenário mais contido, o Brasil encontra no vinho um universo de possibilidades a ser explorado, tanto como um prazer gastronômico quanto como uma jornada cultural. O país segue um roteiro próprio, desafiando tendências e reafirmando sua identidade como um mercado vibrante e em expansão”, afirma Jonas Martins, gerente comercial da MMV Importadora, empresa com sede em Curitiba. Estes vinhos têm produção a partir de tecnologias avançadas que preservam os sabores e aromas característicos do vinho, mas com uma redução significativa do teor alcoólico. Este segmento está se expandindo rapidamente, com projeções de mercado de um crescimento anual médio acima de 15% nos próximos anos.


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